Os trabalhadores do transporte coletivo de Porto Velho entraram em greve na manhã desta quarta-feira (8). A paralisação por tempo indeterminado, foi ocasionada por problemas salariais junto ao Consórcio Sistema Integrado Municipal (Sim). A informação foi confirmada pela Secretaria Trânsito Mobilidade e Transporte (Semtran).

De acordo com a secretaria, a greve foi deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sitetuperon), por problemas de negociação salarial. A Semtran também informou que não foi avisada previamente sobre a paralisação.

Os grevistas estão concentrados na sede do sindicato, na Rua 11, entre as avenidas Rio de Janeiro e Alexandre Guimarães, no bairro Agenor de Carvalho.

Posicionamento do sindicato

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transportes Coletivo Urbano (Sitetuperon), Francinei Oliveira, afirmou que o Consórcio SIM suspendeu o reajuste de 4% dado aos trabalhadores e ainda descontou, de uma única vez, os valores, relativos ao aumento, pagos nos últimos quatro meses.

“Voltaremos ao trabalho assim que a empresa revogar a medida e pagar o que foi descontado dos trabalhadores”, explicou o sindicalista.

Com o aumento, profissionais que recebiam R$ 1.125 passaram a receber R$ 1.170. Ainda segundo Francinei Oliveira, a manhã desta quarta-feira (8) começou com 100% da frota da capital paralisada.

“Além de retornar o salário antigo, com o desconto do que foi pago, esses profissionais receberam menos de R$ 900”, salientou.

Contracheque de um trabalhador de transporte coletivo em Porto Velho  (Foto: Toni Francis/G1 )

Contracheque de um trabalhador de transporte coletivo em Porto Velho (Foto: Toni Francis/G1 )

O sindicato diz que conversou com a direção do SIM e, de acordo com o Sitetuperon, o consórcio alega que está tendo prejuízo com o contrato feito junto a prefeitura e por isso teve que suspender o aumento dado aos trabalhadores.

G1 entrou em contato com a assessoria do Consórcio SIM, mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria.

Essa é a segunda paralisação do transporte coletivo em menos de um mês. No dia 10 de julho os trabalhadores fizeram protesto ao serviço de “Táxi Compartilhado”, na capital.

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