O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, deixou uma reunião na Casa Civil antes do término na tarde desta quinta-feira e afirmou que a entidade mantém posição de manutenção da greve dos motoristas, mas que outras entidades da categoria aceitaram suspender temporariamente a paralisação.

“Enquanto o presidente do SenadoEunício Oliveira (MDB-CE), não entregar projeto votado e assinado pelo presidente Michel Temer, da minha parte não levanto o movimento”, disse Lopes a jornalistas depois de sair da reunião sem que ela tivesse terminado.

Questionado se a maioria havia aceitado o pedido de trégua do governo, ele afirmou: “A maioria que está aí dentro sim, mas a que está lá fora, não. Está esperando o meu pronunciamento.” Fonseca diz liderar 700.000 caminhoneiros, em 60 sindicatos e 7 federações.

Segundo ele, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu na reunião “voto de confiança” de 15 dias ou um mês para o governo atender a exigência de redução da carga tributária sobre o diesel, o que foi aceito por outras entidades que participam do encontro.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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