Lázaro Ramos (Foto: QUEM)
Lázaro Ramos abre (Foto:  )

Ator, apresentador, autor, diretor, escritor. Lázaro Ramos faz de tudo um muito – e bem. O baiano de 39 anos, que está de volta ao ar como o personagem-título de Mister Brau, a série de sucesso da Globo, jura que sempre foi assim, cheio de ideias e sonhos. “O que não tinha era ouvido. Projeto eu tinha”, conta ele. Talento múltiplo, ele assume que se vê menos como ator e mais como produtor de conteúdo, o que no momento inclui, entre outros trabalhos, a peça O Topo da Montanha, com Taís Araújo, com quem está desde 2004, em uma parceria de trabalho e de vida que deu ao casal João Vicente, de 6, e Maria Antonia, de 3. “Taís me representa”, diz Lázaro sobre a mulher.

A representatividade é apenas um dos muitos temas que Mister Brau colocou em discussão. O programa quebrou barreiras: foi o primeiro a ter dois protagonistas negros em posição de liderança e a mostrar, também, uma família negra no centro da trama. A equipe de roteiristas tem cinco homens e quatro mulheres, sendo três deles negros. Lázaro faz questão de ressaltar que a atração é “um projeto feito a muitas mãos”, destacando o valor da variedade. “Diversidade como potencial é algo em que acredito muito”, diz ele, que colocou os filhos em uma escola justamente como essa visão. Lá ele fez uma palestra sobre Na Minha Pele, o livro que lançou ano passado – e que já bateu a marca dos 90 mil exemplares -, no qual conta um pouco de sua trajetória e aborda a questão racial.

O medo de fazer um livro passou, e Lázaro prepara outro, sobre paternidade. “Fui pai tenso”, conta, às gargalhadas, lembrando que, sim, como outros pais e mães de primeira viagem checava o filho no bercinho e  “colocava a mãozinha para ver se estava respirando”. Os pequenos, por enquanto, conhecem pouco do trabalho do pais. “Maria ainda não sabe o que a gente faz da vida. João durante muito tempo achava que eu era maestro, porque me viu dublando uma cena em que eu regia uma orquestra”, diz ele, que, nas horas vagas, reserva o lazer para as crianças e cai nas séries e no cinema. “Eu fiquei doido para fazer minha festa de aniversário com tema de Pantera Negra“, assume.

Lázaro Ramos (Foto: Divulgação/ TV Globo/ Mauricio Fidalgo)

Lázaro Ramos ainda é vítima de intolerância e racismo?
A minha posição me protege, mas, às vezes, isso acontece, tanto pelas redes sociais como na sensação de ser único em alguns lugares e situações, o que também é uma forma de ser exceção. Hoje talvez eu tenha um repertório diferente de resposta quando isso ocorre. Mas é claro que a fama me protege.

Partindo do princípio que tudo é política, como você se vê como ator político nesse momento do país?
A minha posição política é diferente de pessoas que propagam o ódio, a separação e a polarização. É de tentar ser uma voz que crie conexão para criar um novo diálogo. As vozes que falam sobre separação já são várias. A minha função e a minha luta vão ser sempre de tentar aproximar e resolver junto sem um matar o outro.

Não desanima?
Às vezes fico muito angustiado e tenho vontade de gritar todo meu ódio por várias coisas. Mas sei que tenho uma responsabilidade e nem todo mundo tem essa possibilidade que eu tenho de criar pontes. Então engulo o sapo, grito. Ontem gritei dentro de casa, desabafei com um amigo e produzi um outro discurso para tentar ser útil da maneira que eu tenho conseguido ser. Mas tem algumas dores que eu tenho que gritar na minha intimidade.

Aspas Lázaro Ramos (Foto:  )

Dores sobre a situação política do país?
Situação política do país, situação racial do país, situação criminal do país, violência… Tudo isso me mobiliza, mexe comigo, me entristece.

Entre os temas de Mister Brau este ano estão o empoderamento feminino, os refugiados e a corrupção. Há algum assunto tabu?
Religião falamos pouco, é um tema sempre delicado. Sexualidade ainda não conseguimos falar como queremos. Tentamos ao longo desse tempo formular um jeito de reeducar nosso próprio olhar na maneira de tratar os personagens. É uma luta fazer humor fugindo dos estereótipos. Não é rir das pessoas, mas rir com as pessoas. O difícil não é encontrar assunto, o difícil é abrir mão de algum assunto.

Vocês gravaram o último episódio dessa temporada em Angola. Como foi?
Nos sentimos muito acolhidos e que somos da mesma família. Tivemos a preocupação de mostrar a diversidade geográfica regional e de não ir na terra dos outros e falar com o olhar do turista. Foi um momento de congraçamento deles dando um abraço na gente e dizendo ‘que bom que a gente está junto nesse lugar’.

Mister Brau estreou em 2015 e, de lá para cá, muita coisa no Brasil mudou. O programa acompanhou essas mudanças?
Brau quando surgiu encantou porque era o sonho possível, ascender socialmente por meio do talento e da ética para uma família negra. Tanto que as matérias internacionais sobre o programa eram sobre isso. Era muito fruto da bonança financeira e todo mundo almejava estar naquele lugar. Ao longo do tempo entraram temas atuais. Esse ano, a questão financeira está colocada diretamente.

Lázaro Ramos (Foto: Divulgação/ TV Globo/ Mauricio Fidalgo)

Qual  será o legado do Mister Brau?
Falar sobre assuntos muito relevantes como identidade, preconceito, feminismo e ética com humor. A gente conseguiu atrair pessoas que não pensariam sobre esses assuntos fazendo elas se sentirem acolhidas na discussão. Existe um movimento de fortalecimento identitário, do qual o Brau acabou fazendo parte e para o qual também contribuiu muito. Lá no começo decidimos que tudo que não podíamos fazer com os personagens era rir deles. Primeiro temos que admirá-los e querer ser como eles. Isso é um legado inesquecível para mim.

Acredita que Brau possa gerar outros produtos em que a família negra seja mostrada completa e não apenas um indivíduo ou casal?
Brau é uma prova de que isso dá certo. É um pedido do público, que está dizendo ‘me identifico, quero ver isso também, me divirto’. Espero que seja uma tendência.

Essa era uma esperança com Lado a Lado (2012), o que não aconteceu. Há esse risco, não?
Exatamente, sinto falta. Corre esse risco, sim. Por isso que se conversa tanto sobre esse assunto, se conscientiza as pessoas. Estou mudando um pouco meu discurso, nesse sentido, inclusive.

De que forma?
Estou me policiando para não falar somente da reparação social, estou me policiando para falar da potência que a diversidade é, porque às vezes fica parecendo que a obra vai ser chata, que não vai ter coisa que entretenha. Muito pelo contrário. Tenho falado muito no sentido da potência, de que é divertido, entretém, é bonito, dá audiência.

Existe uma nova geração de atrizes negras conseguindo espaços na TV. Mas ainda não há outros protagonistas negros…
Essa é a luta, esse é o alerta.

E quando vem um garoto novo falando ‘poxa Lázaro, eu quero, mas eu não consigo’, o que você diz para ele?
Boto na minha peça (risos). Dentro da minha possibilidade como produtor, eu tento encaixar. Mas também digo algo assim: ‘ó, cara, uma coisa que é muito bacana é que hoje em dia todo mundo é produtor de conteúdo, pega o celular e faz’.

Você se sente cobrado a falar sempre de identidade e representatividade?
Não, porque nem sempre falo e porque também procuro falar tentando apontar caminhos. A denúncia é importante e sempre que posso faço, mas quero apontar caminhos nas estratégias mais variadas.

Lázaro Ramos (Foto: Divulgação/ TV Globo/ Mauricio Fidalgo)

Como é ser modelo, exemplo e inspiração para tantos jovens?
Eu fico feliz. É uma responsabilidade, é um peso, mas não é um peso que paralise. É um peso que estimula inclusive para entender a narrativa que eu produzo como comunicador. É um estímulo para ficar atento aos vários talentos e ver como vou inseri-los nos projetos. É um incentivo para usar os momentos em que eu tenho oportunidade de ser escutado com responsabilidade.

Como você sente a repercussão do Brau?
Brau sai do ar e nas redes sociais continuo recebendo mensagens de que estão com saudade, perguntam quando voltamos. Temos um retorno muito grande do público e dos colegas. Nunca tive em nenhum outro trabalho esse reconhecimento duplo.

Sofre com haters?
Sabe que não? Aparecem muito pouco. Eu tenho uma postura na internet de muita responsabilidade. Escolhi iluminar caminhos.

Falando em internet, durante muito tempo você disse não era fã da web, não curtia rede social. Por quê?
É, eu não gostava de internet, não gostava de rede social. Eu achava que internet era o lugar para você botar foto de comida, celebrar as suas conquistas, exibir algum lugar incrível em que você estava ou postar gatinho. Eu dizia ‘ai gente, pelo amor de Deus, não tenho tempo para isso’.

E o que mudou?
Deixa explicar uma coisa antes, meu Instagram existe porque uma vez me disseram que tinha um aplicativo que tratava foto. Eu nem sabia que postava! Quando meu filho nasceu, tirei uma foto com ele na banheira dando banho. Daí uma amiga comentou ‘ai que lindo’. Tomei um susto, meu Deus, o mundo tá me vendo nu na banheira (risos). Mas aí veio a peça, precisava divulgá-la. Descobri que dava para ter presença na internet com os meus valores e com a minha identidade.

Viciou?
Mais ou menos (risos). Não viciei porque não me obrigo todo dia a postar. Também não checo internet antes de dormir e me policio para o celular dormir longe do criado-mudo.

Seu filho já 6 anos. Ele usa internet?
João não faz ideia do que é celular, do que é internet. Meus filhos têm um aplicativo de desenho animado, de joguinhos que usam com tempo controlado, com a gente vendo.

Aspas Lázaro Ramos (Foto:  )

O que João e Maria conhecem do Brau?
Eles viram dois episódios, que foram os últimos episódios das duas temporadas anteriores. No Globoplay veem uma cena ou outra. Mas a Maria ainda não sabe o que a gente faz da vida. João durante muito tempo achava que eu era maestro, porque me viu dublando uma cena em que eu regia uma orquestra. Ele via as pessoas falando com a gente na rua e achava estranho, mas agora já sabe. Inclusive ano passado ele disse para Taís ‘você é atora, mamãe’ (risos).

Você controla o que eles veem na televisão e no YouTube?
Tenho total controle. Tem coisas que a gente separa por idade, apesar de que outro dia botei João para ver Caverna do Dragão, que o pai gosta. Sei que não está na idade dele, mas queria mostrar o que via na minha infância.

Lázaro Ramos (Foto: Divulgação/ TV Globo/ Mauricio Fidalgo)

Alguns conteúdos não ficaram datados? No seu livro você diz que não apresentaria Monteiro Lobato para seus filhos (Lázaro diz que o escritor, no que diz respeito a personagens negros, não o representa).
A questão da representatividade para mim é muito importante. O meu filho teve a oportunidade de ver coisas que não tive. Quando João viu Karate Kid 2 (com o ator negro Jaden Smith), ele fortaleceu a autoestima e se identificou. Agora vê desenhos mais variados já com a autoestima fortalecida e criando os critérios dele. Como pai eu me impus esse desafio de oferecer os valores e depois dar liberdade para criança. Nesse primeiro período, o meu grande alerta era ‘tem esse lugar aqui que você vai se ver, vai se identificar, se perceber como possível protagonista’.

Aspas Lázaro Ramos (Foto:  )

Vamos falar de representatividade: você se sentiu sendo representado vendo Pantera Negra?
Eu fiquei doido para fazer minha festa de aniversário com o tema de Pantera Negra(risos). Pior que isso é sério! Me senti representado, sim. E vejo Pantera Negra como uma semente, que pode render outros filmes. É uma história que não se encerra ali.

Essa diversidade é uma possibilidade também no Brasil?
Tenho tido a oportunidade de trabalhar muito nesse sentido como criador também. Meus projetos de teatro têm um pouco disso de variar os assuntos. O infantil que dirigi não fala em nada sobre preconceito, fala sobre uso responsável da tecnologia, com elenco diverso. Esse tem sido meu trabalho como criador, e fico muito feliz. É curioso que, quanto mais o tempo passa e eu trabalho mais como diretor e como autor, eu tenho sonhado menos coisas como ator. Não sei se isso é bom ou ruim.

Hoje você se vê mais como produtor de conteúdo que como ator?
É, estou assim. Antes eu tinha de vergonha de assumir isso, mas minha cabeça está assim.

Lázaro Ramos (Foto: Divulgação/ TV Globo/ Mauricio Fidalgo)

Isso é resultado do seu trabalho no Brau?
Sempre tive projetos, eu não tinha era parceiros que ajudassem a viabilizá-los. Foi a partir de um espetáculo que dirigi, para o qual fui convidado como ator, que pensei ‘posso contribuir mais como diretor’. A partir daí as pessoas começaram a me chamar para outras coisas. O que não tinha era ouvido. Projeto eu tinha.

Seu livro está caminhando para os cem mil exemplares vendidos. Esperava esse sucesso?
Não. Eu não sabia que livro ia escrever. Depois que entreguei o livro (à editora), entrei numa crise, queria pegar de volta e não lançar mais. Achei que era um excesso de exposição, que não seria compreendido. Cheguei a mandar o contrato para o advogado para perguntar quanto eu pagaria de multa se não lançasse o livro. Morria de medo.

Medo de quê?
Da exposição mesmo. Eu falo muito pouco sobre essas coisas. Mas dei o livro para amigos lerem, Taís leu também. E eles me disseram ‘queria na minha juventude ter tido um livro como esse, você não sabe como isso pode ser importante para alguém’. Aí aquietei. Mas eu não estava querendo fazer um biografia. A parte sobre minha mãe, por exemplo, surgiu uma semana antes de entregar o livro. Sentei, escrevi dois parágrafos e falei ‘Taís, lê para mim’. Ela leu, chorou e disse ‘era o que faltava’. E é uma das partes com que as pessoas mais se identificam. Agora estou visitando escolas em que as crianças trabalham o livro. Falei inclusive na que meus filhos estudam.

Aspas Lázaro Ramos (Foto:  )

Como foi?
A escola deles tem um diálogo grande sobre isso, esse ano fizeram um programa de uma maior inserção de crianças negras que tem funcionado. O que gostei no colégio é a possibilidade de falar abertamente sobre esse assunto. Se não é um lugar perfeito, tem um desejo de formar um pensamento de uma comunidade e de pensar na diversidade como potencial, que é algo em que acredito muito.

Vem outro livro por aí?
(Risos) Estou trabalhando em um livro sobre paternidade. Ser pai é responsabilizar-se, então estou fazendo um exercício para entender que lugar é esse.

Que tipo de pai você é?
Antes do João nascer eu tinha um discurso racional, mas eu não sabia que era ser pai até João sair da barriga de Taís. Porque antes você está ali meio coadjuvante, de auxiliar. Quando João saiu, me veio muita preocupação, quase não deixava a criança andar, era ‘não anda, vai cair, não sobe aí, vai cair’. Hoje consigo ter um pouco mais de tranquilidade e dar oportunidade para ele experimentar as coisas. Mas isso aí foi um trabalho, fui pai tenso.

Aspas Lázaro Ramos (Foto:  )

Você ia no berço para checar se ele estava dormindo?
Ah, colocar a mãozinha para ver se está respirando? Claro que sim! Na verdade isso ainda faço até hoje, não passou, não (risos). Dou um beijo e falo baixinho ‘te amo’. Outro dia, duas da manhã, beijei Maria e beijei João. Falei ‘te amo’ e ele disse ‘sai pai, deixa eu dormir’.

Toda minoria, seja a dos negros, das mulheres, da causa LGBTQ+, já nasce militante por uma questão de defesa?
Eu nunca tinha produzido esse raciocínio, mas acho que faz todo sentido. Quando você não está nos centros de comando, nos centros de poder e de condução de uma comunidade, você recebe um chamado o tempo todo que diz ‘tenta colocar sua voz para fora, tenta se colocar no mundo’. Esse chamado é permanente, dia após dia. Isso faz com que todo mundo de alguma maneira seja um militante, mas cada um produz a sua militância. Tem a militância da sobrevivência, que é um pouco essa que você está falando, de ter o que comer, de viver, de produção de pensamentos, da ação e a militância do alerta, que com pensamento radical vai e denuncia tudo que está errado e o mundo que organize.

Qual a sua?
Eu vario muito entre essas todas. Sou militante, sim, mas não tenho um formato de militância. A militância do Brau é pelo amor, a do Na Minha Pele é outra, nas conversas íntimas com meus amigos é outra.

Seus filhos têm uma infância bem mais privilegiada do que foi a sua. Como faz para eles terem noção disso?
Tentando produzir desejo neles. João e Maria não são crianças que recebem muito presentes. Não tem que ficar entulhando a criança de coisa, mas é um desafio. Digo ‘filho você sabe qual é a minha maior preocupação com você? É que eu acho que você é um cara tão feliz, que tem tanto caráter, que é educado, você é uma boa companhia, mas diferente do seu papai, que não podia ter, você pode ter tudo. Minha preocupação é você não saber o que você quer de tanta coisa que você tem, então fica ligado nisso aí’. Falei assim, porque também não dá para querer produzir outra realidade que não é a dele.

Lázaro Ramos (Foto: Divulgação/ TV Globo/ Mauricio Fidalgo)

Como Taís e você, que produzem tanta coisa, encontram tempo para vocês e as crianças?
Trabalhar no Brau ajuda. Tenho feito projetos que são muito de temporada, então há fases em que estou muito ocupado, mas as folgas são grandes também. O lazer é geralmente para a família. Entre jogar futebol e ficar com as crianças, fico com elas. O futebol com os amigos, por exemplo, era para ser uma vez por semana e agora é uma vez por mês.

Quem te representa na TV?
Vou começar falando dentro de casa: Taís me representa muito na TV. Santo de casa faz milagre, sim. O jeito que ela cuida da imagem dela, como ela se prepara para um personagem, o resultado que ela tem no ar… Taís é uma inspiração que vem de antes do casamento. Mas não consigo pensar só em atores. Tem o Guel Arraes, tem o Luiz Antonio Pilar. E tem seu Milton Gonçalves, dona Ruth de Souza. Mas eles estão para mim quase na categoria orixás, já bato cabeça, já transcendeu.

Falando em orixás, como você se define espiritualmente?
Eu sempre falo que eu sou baiano. Mas falo do candomblé também como um ato político e sem impor minha fé. Os valores que eu vejo ali fazem sentido para mim, mas não estou forçando ninguém a estar lá. Tenho ido a culto batista, já fui a centro espírita, budismo achei maravilhoso e me identifiquei. Você pode discordar de uma pessoa sem odiá-la. Você pode não querer a fé que a pessoa tem e nem por isso você precisa massacrar a fé do outro.

Mas você tem mais afinidade é o candomblé?
Muito, a minha família é muito (do candomblé). Mas na verdade não sou raspado no candomblé. Eu fiz catecismo, entendeu? Sou baiano (risos).

Comentarios

Comentarios