O vereador Clodoaldo Cardoso (PR), suspeito de ter matado o ex-marido da atual esposa, se entregou à Polícia Civil no fim da tarde desta quinta-feira (15) em Ji-Paraná (RO), cidade a mais de 300 quilômetros de Porto Velho. Segundo investigação, o crime passional aconteceu no fim de semana, após um desentendimento do parlamentar com a vítima.

De acordo com a Polícia Civil, a esposa do vereador e o marido estavam em um carro na Rua Tiradentes, quando foram surpreendidos pelo ex-marido da mulher.

Na ocasião, a vítima estava em outro carro e avançou contra o carro que estava o vereador com a companheira. O carro deles ficou bloqueado pelo veículo. A vítima então saiu do carro e foi até o lado do motorista, onde estava o vereador.

Minutos depois, Clodoaldo pegou uma arma que estava debaixo do banco do carro e efetuou o primeiro disparo na vítima. Ferido, o homem se afastou do veículo e caiu de costas. Em seguida, o vereador atirou mais uma vez e acertou a cabeça da vítima, que morreu no Hospital Municipal Dr. Claudionor Horriz, em Ji-Paraná.

Desde o crime, no dia 10 de fevereiro, Clodoaldo era procurado pelas autoridades de Rondônia.

Segundo a defesa do parlamentar, Clodoaldo quis se entregar desde o dia do crime, mas como o crime aconteceu no sábado véspera de Carnaval, tanto o judiciário quanto a delegacia especializada em homicídios estava trabalhando em regime de plantão.

Para o advogado de Clodoaldo, o cliente agiu em legítima defesa ao atirar no ex-marido da atual esposa dele.

“Não tem o que se criar, não tem outro fato. Ele está com os ferimentos de uma luta e dessa luta ele se defendeu, infelizmente. E ele foi saber depois que essa luta resultou na morte desse rapaz que todos nós lamentamos”, diz Robson Casula.

Após se entregar na delegacia, o vereador prestou depoimento por duas horas e ressaltou a legítima defesa.

“Nós investigamos que não foi bem assim, legítima defesa. O que nós investigamos foi que realmente a vítima agrediu ele. Ele [vereador] estava dentro do carro e foi agredido e ele pegou a arma de fogo e efetuou os disparo. A vítima saiu cambaleando, caiu atrás do carro do vereador e o parlamentar se levantou e foi até a vítima e efetuou os disparos à queima roupa contra o crânio da vítima, o que não configura letítima defesa”, ressalta o delegado Cristiano Matos.

Para o delegado, a motivação do crime é passional, pois o vereador estava se relacionando com a ex-mulher da vítima, que não aceitava o relacionamento dos dois.

Depois do depoimento ao delegado, o vereador fez exame de corpo de delito e em seguida encaminhado ao presídio local, onde vai aguardar a decisão da Justiça.

Comentarios

Comentarios