Dias após a greve dos caminhoneiros gerar uma crise de desabastecimento de combustíveis e de alimentos em todo o país, mensagens de áudio e texto têm se propagado pelas redes sociais e pelo Whatsapp dizendo que uma nova paralisaçã da categoria começaria a partir desta segunda-feira (4). O governo federal diz que elas são falsas, mas monitora a possibilidade de nova mobilização.

Algumas associações de caminhoneiros que estiveram à frete do movimento no final de maio disseram não estar envolvidas em uma nova greve. Mas, um grupo reduzido de caminhoneiros autônomos ser reuniu no domingo (3) em Brasília esperando uma possível manifestação ou greve.

O governo afirmou que as mensagens não passam de boatos e disse que, a princípio, não renovaria o decreto de Garantia da Lei e da Ordem que permitiu às Forças Armadas agir na greve dos caminhoneiros. Ele foi estabelecido em 25 de maio e perde a validade nesta segunda-feira.

Por que uma nova greve?

A razão da nova greve, segundo os áudios, seria o suposto veto do presidente Michel Temer (MDB) à redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel. A medida, no entanto, já está em vigor, segundo o governo.

Apesar de o desconto já estar valendo, alguns postos de São Paulo ainda não repassaram integralmente a queda de R$ 0,46 do diesel nas bombas. E mesmo que os postos cumpram o prometido, alguns caminhoneiros afirmam que a redução do diesel não resolve o problema do valor baixo dos fretes.

Há alguma mobilização de caminhoneiros?

Algumas das mensagens convocavam os caminhoneiros a irem até o estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde haveria uma grande concentração. O objetivo seria chamar a atenção do governo e conseguir uma reunião com o presidente Michel Temer.

Até o início da tarde de domingo (3), havia cerca de 15 caminhões parados e poucos apoiadores do movimento no entorno do estádio, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”. Havia também faixas penduradas no local e uma delas pedia intervenção militar.

Além disso, outras concentrações aconteceriam nos demais estados brasileiros.

O que diz o governo?

Em entrevista a uma rádio, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros não passa de boato. “Não existe uma articulação para refazer o movimento. Está se tentando criar uma clima de ansiedade, de preocupação e divulgando fatos infundados”, afirmou Jungmann.

No domingo, o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Sergio Etchegoyen, afirmou que não há motivo para preocupação e o momento é de normalidade no abastecimento de combustíveis pelo país.

“Nós estamos acompanhando e verificando qual o tamanho, quais são as consequências dessa eventual, propalada, convocada mobilização, mas sem nos preocuparmos no ponto do alarme”, afirmou Etchegoyen. “Todas as notícias são acompanhadas, todos os fatos são acompanhados. Nossa avaliação é de que estamos em um quadro de normalidade e não tende a se modificar”.

O governo, inclusive, produziu e publicou nas redes sociais um vídeo no qual nega uma nova greve de caminhoneiros. “É importante que você não acredite em qualquer coisa que chegue para você nos grupos da família ou do trabalho”, diz o vídeo produzido pelo Planalto. (assista abaixo ao vídeo feito pelo governo).

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