A Polícia Militar prendeu, na manhã desta quinta-feira (10), o dono da empresa de refrigerantes Dolly, Laerte Codonho, em sua casa na Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo. As investigações apontam fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O dinheiro desviado com a fraude é estimado em R$ 4 bilhões.

Codonho teve a prisão temporária decretada e foi levado ao 77º D.P. (Distrito Policial), onde chegou por volta do meio-dia, segurando um papel com os dizeres: “Preso pela Coca-Cola”.

Laerte Codonho, dono da companhia de refrigerantes Dolly, em foto de janeiro de 2004 (Foto: Monica Zaratini/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Laerte Codonho, dono da companhia de refrigerantes Dolly, em foto de janeiro de 2004 (Foto: Monica Zaratini/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Além do dono da empresa, o ex-contador da Dolly, Rogério Raucci, e o ex-gerente financeiro da empresa, César Requena Mazzi, foram presos e levados ao DP.

Informações preliminares apontam que a Justiça considerou que a empresa, comandada por Codonho, demitiu funcionários e os recontratou em outra companhia para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Carro de luxo é apreendido em Cotia após prisão de Laerte Codonho, dono da fabricante de refrigerantes Dolly (Foto: Arquivo Pessoal)

Carro de luxo é apreendido em Cotia após prisão de Laerte Codonho, dono da fabricante de refrigerantes Dolly (Foto: Arquivo Pessoal)

Dois helicópteros foram apreendidos em São Bernardo do Campo, e quatro carros de luxo, em Cotia. Os PMs também encontraram e apreenderam dinheiro em espécie, incluindo notas de real, dólar americano, euro e libra esterlina, na mansão de Codonho – o valor total não foi divulgado.

A operação envolve o Gedec (grupo especial do Ministério Público paulista para combate à formação de cartel e lavagem de dinheiro), a Procuradoria-Geral do Estado e a Polícia Militar.

A advogada que defende Codonho, Maria Elizabeth Queijo, afirmou que não iria se manifestar imediatamente pois não teve acesso aos autos. As defesas dos outros acusados também não quiseram se manifestar.

Helicóptero é apreendido em São Bernardo do Campo; medida faz parte de operação que prendeu dono da marca de refrigerantes Dolly (Foto: Arquivo Pessoal)

Helicóptero é apreendido em São Bernardo do Campo; medida faz parte de operação que prendeu dono da marca de refrigerantes Dolly (Foto: Arquivo Pessoal)

Em nota, a Dolly classificou de “injusta” a prisão do empresário detentor da marca. “Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça”, diz o texto.

Dinheiro em espécie apreendido na casa de Laerte Codonho, dono da fabricante de refrigerantes Dolly (Foto: Divulgação)

Dinheiro em espécie apreendido na casa de Laerte Codonho, dono da fabricante de refrigerantes Dolly (Foto: Divulgação)

Ferrari apreendida na mansão de Laerte Codonho, dono da fabricante de refrigerantes Dolly, em Cotia (SP) (Foto: Divulgação)

Ferrari apreendida na mansão de Laerte Codonho, dono da fabricante de refrigerantes Dolly, em Cotia (SP) (Foto: Divulgação)

Rogério Raucci, ex-contador da Dolly, chega ao 77º DP (Foto: Reprodução/TV Globo)

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