BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira operação para realizar ações de busca e apreensão em caso investigado que tem ligação com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), embora nas ações o senador não seja alvo direto. A ordem das buscas partiu do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, a operação busca encontrar indícios de “pagamentos de vantagens indevidas, por parte de um grupo empresarial a políticos, para obter benefícios em medidas de interesse do grupo econômico”.

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Um dos pontos de partida da operação autorizada por Fachin seria a delação do ex-diretor de Relações Institucionais do Hypermarcas Nelson Mello. O ex-diretor disse em depoimento ao Ministério Público Federal que repassou mais de R$ 26 milhões para políticos do PMDB na campanha eleitoral de 2014 por intermédio do lobista Milton Lira. Eunício Oliveira teria sido destinatário de R$ 5 milhões.

Cerca de 40 policiais federais estão cumprindo oito mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiânia e Fortaleza. A operação foi batizada de Tira-Teima e autorizada pelo ministro Edson Fachin.

“A finalidade das medidas é buscar documentos e outros elementos de aprofundamento da investigação, considerando a notícia de doações de campanha abalizadas através de contratos fictícios”, informou a PF.

Em nota, a assessoria do senador nega que Eunício e as empresas dele sejam alvos da polícia. “Ele não foi alvo da Operação Tira Teima. Tampouco pessoas ou empresas ligadas a ele foram alvo, ou sequer abordadas, na ação realizada na manhã dessa 3a feira 10/04”, diz o texto.

O ministro Dias Toffoli expediu dois mandados em outra investigação, mas ainda não há detalhes sobre o caso.

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