A Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Mato Grosso do Sul realizou a Operação Malha Verde, no mês de fevereiro, para combater fraudes no Sistema de Documento de Origem Florestal (Sisdof). Foram fiscalizadas 30 empresas no estado que somam R$ 380 mil em multas, segundo divulgado nesta terça-feira (6).

De acordo com a assessoria do Ibama, as empresas sul-mato-grossenses receberam madeira de origem ilegal de Mato Grosso e Rondônia, com Documentos de Origem Florestal (DOFs) falsos. Ao todo foram apreendidos 1.431,596 m³ de madeira serrada e 16,9770 m³ de lascas e mourões de itaúba.

Os maiores volumes de madeira ilegal foram recebidos por empresas em Campo Grande (526,2066 m³), Chapadão do Sul (205,2364 m³), Três Lagoas (266,5366 m³), Nova Andradina (167,8493 m³). As madeiras estavam cortadas tipo vigas, pranchas, tábuas, vigotas, caibros, em geral, para construção civil.

A fraude no sistema foi detectada por uma auditoria realizada pela Coordenação de Inteligência do Ibama em Brasília, entre 6 de novembro de 2016 e 25 de agosto de 2017. As empresas de Mato Grosso e Rondônia realizaram a inserção de créditos falsos oriundos de exploração ilegal.

Conforme a apuração, nesse período, essas empresas movimentaram cerca de 164.029,5054 m³ e emitiram cerca de 3.502 DOFs de madeira ilegal para empresas consumidoras nas regiões centro-oeste, sul e sudeste do Brasil.

A Operação Malha Verde está sendo realizada em todos os estados consumidores de produtos florestal oriundos da Amazônia e tem como objetivo monitorar as transações realizadas nos sistemas de controle florestal, identificar fraudes ou outras irregularidades envolvidas no acobertamento de produtos florestais extraídos ilegalmente, além de aplicar sanções administrativas e penais aos infratores.

Sistema

O Sistema de Documento de Origem Florestal (Sisdof) é o sistema eletrônico federal responsável pelo controle da movimentação de produtos e subprodutos florestais. Para comercializar esses produtos, as empresas do ramo devem estar habilitadas. O acesso ao sistema eletrônico é por meio de certificação digital.

As informações inseridas no Sisdof são de responsabilidade dos usuários, que estão sujeitos à fiscalização e sanções previstas em lei.

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