Por causa da presença diária de andorinhas nos fios e semáforos da cidade de Jaru (RO), distante 290 quilômetros da capital Porto Velho, principalmente nesta época do ano, donos de lojas das avenidas Padre Adolpho Rhol e Marechal Rondon reclamam que as fezes das aves afastam clientes e aumentam o gasto com água e energia elétrica.

Audicéia Conde é gerente em uma loja de confecções em uma das esquinas onde as andorinhas costumam procurar abrigo. Ela diz que já faz uns seis anos que o problema se repete. “Temos prejuízos com gasto de água, energia e o odor têm prejudicado bastante”, aponta Audicéia.

G1 acompanhou o trabalho de limpeza dos funcionários das lojas. As andorinhas deixam as fezes nas calçadas e fachadas das lojas. Para retirar a sujeira, os funcionários chegam a utilizar jatos de água. O odor é outro problema enfrentado. Os empresários também reclamam que muitos clientes deixam de entrar nestas lojas enquanto este serviço não é concluído.

Lojistas reclamam do odor e da quantidade de fezes que ficam nas calçadas de Jaru, RO (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)
Lojistas reclamam do odor e da quantidade de fezes que ficam nas calçadas de Jaru, RO (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Tentativas de espantar as aves utilizando fogos de artifícios e até fumacê já foram realizadas, mas não surtiram efeito e nas semanas seguintes, as aves estavam novamente na localidade.

O diretor do departamento de Meio Ambiente de Jaru, Cléverson Barbosa, explicou que um gel repelente vem sendo usado para espantar as aves. Ele disse que o material não é nocivo para as andorinhas ou humanos.

“Com uso do repelente ficou cerca de uns quatro meses sem andorinhas naquele local, mas após as chuvas, elas começaram a retornar, talvez porque a chuva lavou os fios”, disse Cléverson.

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